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12/12/2012 14:06

Ceia mais cara no Rio

Pesquisa mostra que o custo de vida alto na capital fluminense também vai afetar o Natal do Carioca.

Julio Calmon

Além dos altos preços dos imóveis no Rio de Janeiro, que têm um dos m² mais caros do Brasil, o carioca também vai perceber que o custo de viver na cidade aumentou ao montar sua ceia de natal.

Segundo a nutricionista Anajara Moraes, da Ecobenefícios Good Card, após fazer um levantamento em supermercados de quatro capitais (além do Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre), o consumidor carioca é o que mais vai gastar para montar sua ceia de Natal. A pesquisa considerou três tipos de cestas em oito supermercados: padrão, intermediária e premium. Com 17 itens, a mais simples teve o preço menor em Porto Alegre, com custo de R$ 55,94, valor 18,4% mais baixo do que a mesma cesta no Rio.
 
Em relação à premium, cesta de Natal mais completa com 31 produtos, o levantamento demonstrou que Belo Horizonte foi a cidade mais vantajosa entre as pesquisadas, com preço 15,9% mais baixo do que o verificado no Rio, que tem a cesta mais cara, custando R$ 248,81.

“Confirma o alto custo de vida no Rio. É interessante observar também que é preciso pesquisar antes de comprar. Em alguns supermercados de rede, o preço das frutas secas é ainda mais alto em comparação com os praticados nas lojas direcionadas para consumidores”, comenta a nutricionista.
 
Segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a ceia de Natal está, em média, 18,6% mais cara no país em relação ao ano passado. A variação é três vezes superior à inflação de 5,77% do mesmo intervalo, medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor).
 
Segundo o economista do Ibre-FGV André Braz, por causa da seca, que devastou a oferta de milho e soja dos Estados Unidos neste ano, os produtores brasileiros enfrentaram aumentos expressivos de preços nas rações. Ou seja, o consumidor vai pagar mais caro pelos cortes sazonais.
 
Para diminuir o impacto dos preços altos, a nutricionista dá algumas dicas, como fazer uma pesquisa prévia para não comprar alimentos que já estão na despensa ou produtos a mais do que o necessário. Outros comestíveis podem ser trocados por itens mais em conta.
 
“É o caso do peru e o frango, que pode ser assado com um molho diferente do que é feito no dia a dia. Além disso, as compotas industriais podem ser trocadas por receitas caseiras”, sugere. Até o tradicional espumante pode ceder espaço para outras bebidas, como coquetéis de frutas da estação ou um clericot. 

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